Pequenos apontamentos
Estão a ver quando abrir ou fechar uma gaveta se torna uma tarefa impossível e só Deus sabe em que estado se encontra a roupa lá dentro?
Ontem deparei-me com uma dessas situações. Consegui tirar uma camisola mas a gaveta emperrou, e já não fechou.
Irritada atirei com tudo o que estava lá dentro, para cima da cama.
Eram montes de coisas espalhadas pelo meu quarto e eu, com meia hora apenas, para voltar a por tudo no lugar.
Respirei fundo e lembrei-me, de repente, que tinha lido umas coisas sobre como deve ser feita uma arrumação a sério, conseguindo-se até ganhar mais espaço no armário.
Sim... estou a referir-me ao método Mari Kondo, a tal japonesa que vendeu muitos livros e fez muito sucesso, pelo mundo fora, a falar sobre estas coisas a que, à partida, ninguém dá muita importância.
Eu, por acaso, interesso-me e leio muitos livros sobre como arrumar, como fazer,como lavar, como tratar, como organizar... Mas depois, não arrumo, não faço, não trato, não lavo,nem organizo. É mais é teoria.
A oportunidade surgiu e eu comecei a seguir, passo a passo, as orientações dessa tal Mari kondo, saltando aqui e ali, alguns pequenos detalhes, que me pareceram desnecessários.
1. Separa-se a roupa em 3 montes: um com aquilo que se vai ficar, outro com aquilo que se vai dar , e um outro com aquilo que se deve deitar fora.
2. É fácil de reconhecer a roupa que deverá, imediatamente, ir para o lixo: um vestido rasgado , um casaco gasto, uma camisola fora de moda...enfim!
A Mari Kondo aqui recomenda que abracemos a peça de roupa em causa e se agradeça a utilidade que ela teve durante o tempo em que foi usada.
Confesso que saltei este passo não só por falta de tempo para o fazer, como também, porque...não me apetece fazer figuras tristes a falar com a roupa. Talvez em japonês a coisa ainda vá.
3. Para separar aquilo que fica, daquilo que vamos dar,é uma tarefa árdua.
Primeiro porque se tem a sensação de que se quer ficar com tudo, depois porque é difícil separarmo-nos das nossas coisas. Na verdade, há sempre um vestido que foi dado pela nossa mãe e que nos custa a largar, embore nos fique horrível, ou uma camisola que se comprou por alturas do casamento, ou seja, há 25 anos, mas que ainda nos continua a dizer muito.
Segundo a Mari kondo, para se poder fazer esta opção tem de se abraçar a peça de roupa e perceber se ela nos dá alegria, ou não. Se sim, volta para a gaveta, se não, vai embora!
Escusado será dizer que alterei este passo porque acho ridículo por-me ali a abraçar a camisola azul e depois a amarela...e todas as outras.
Quem me visse a fazer estas tristes figuras , agarrada e a falar com a minha roupa, internava-me no Júlio de Matos.
Fiquei praticamente com tudo e pus 3 coisitas para dar.
4. Depois do monte que fica com coisas para guardar, retiramos e dobramos cada uma das peças de vestuário, com gestos meigos, e tudo muito soft.
A roupa é dobrada em 3 partes e fica tipo rolinho que se pode por na vertical e ocupa menos espaço na gaveta.
5. Et voilá.....
6. Fico tão contente que só no final me apercebo que me restaram 4 peças de vestuário,em cima da cama, que já não cabem na gaveta.
E agora? Já sei vou adoptar o método da Teresa Kondo: põe-se tudo para lavar, porque enquanto vai e vem, arranja-se sempre uma solução.
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