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17/05/18

Arrumações de primavera...forçadas



Pequenos apontamentos

Estão a ver quando abrir ou fechar uma gaveta se torna uma tarefa impossível e só Deus sabe em que estado  se encontra a roupa lá dentro?

Ontem deparei-me com uma dessas situações. Consegui tirar uma  camisola mas a gaveta  emperrou, e já não fechou.
Irritada atirei com tudo o que estava lá dentro, para cima da cama. 
Eram montes de  coisas espalhadas pelo meu quarto e eu, com meia hora apenas, para voltar a por tudo no lugar.

Respirei fundo e lembrei-me, de repente, que tinha lido umas coisas sobre como deve ser feita uma arrumação a sério, conseguindo-se  até ganhar mais espaço no armário. 
Sim... estou a  referir-me ao método Mari Kondo, a tal japonesa que vendeu muitos livros e fez  muito sucesso, pelo mundo fora, a falar sobre estas coisas a que, à partida, ninguém dá  muita importância.

Eu, por acaso, interesso-me e leio muitos livros  sobre como arrumar, como fazer,como lavar, como tratar, como organizar... Mas depois, não  arrumo, não faço, não trato, não lavo,nem organizo. É mais é teoria.

A oportunidade surgiu e eu comecei a seguir, passo a passo, as orientações dessa tal Mari kondo, saltando aqui e ali, alguns  pequenos detalhes, que me pareceram desnecessários.

Passo, então, a explicar :
                                     
1. Separa-se a roupa em 3 montes: um com aquilo que se vai ficar, outro com aquilo que se vai dar , e um outro com aquilo que se deve deitar fora.

2. É fácil de reconhecer a roupa que deverá, imediatamente, ir para o lixo: um vestido rasgado , um casaco gasto, uma camisola fora de moda...enfim!

A Mari Kondo aqui recomenda que abracemos a peça de roupa em causa e se  agradeça a utilidade que ela teve durante o tempo em que foi usada. 
Confesso que saltei este passo não só por falta de tempo para o fazer, como também, porque...não me apetece fazer figuras tristes a falar com a roupa. Talvez em japonês a coisa ainda vá. 

3. Para separar  aquilo que fica, daquilo que vamos dar,é uma tarefa árdua.

Primeiro porque se tem a sensação de que se quer ficar com tudo, depois porque é difícil separarmo-nos das nossas coisas. Na verdade, há sempre um vestido que foi dado pela nossa mãe e que nos custa a largar, embore nos fique horrível, ou uma camisola que se comprou por alturas do casamento, ou seja, há 25 anos, mas que ainda nos continua a dizer muito.

Segundo a Mari kondo, para se poder fazer esta opção tem de se abraçar a peça de roupa e perceber se ela nos dá alegria, ou não. Se sim, volta para a gaveta, se não, vai embora!

Escusado será dizer que alterei este passo porque acho ridículo por-me ali a abraçar a camisola azul e depois  a amarela...e todas as outras. 
Quem me  visse a fazer estas tristes figuras , agarrada e a falar com a minha roupa, internava-me no Júlio de Matos.

Fiquei praticamente com tudo e pus 3 coisitas para dar.


4. Depois do monte que fica com coisas para guardar, retiramos e dobramos  cada uma das peças de vestuário, com gestos meigos, e tudo muito soft.

A roupa  é dobrada em 3 partes e fica tipo rolinho que se pode por na vertical e ocupa menos espaço na gaveta.

5. Et voilá.....

6. Fico tão contente que só no final me apercebo que me restaram 4 peças de vestuário,em cima da cama, que já não cabem na gaveta.

E agora? Já sei vou adoptar o método da Teresa  Kondo: põe-se tudo para lavar, porque enquanto vai e vem, arranja-se sempre uma solução.


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